Política pública emergencial busca preservar espaços culturais, artistas e trabalhadores da cultura afetados pela paralisação causada pela COVID-19
Um respiro para um setor invisível na crise
Entre todos os setores impactados economicamente pela pandemia de COVID-19, o da cultura foi um dos primeiros a parar e, ao mesmo tempo, um dos últimos a ser lembrado nas medidas emergenciais. Espetáculos cancelados, eventos suspensos, teatros e centros culturais fechados — e milhares de profissionais independentes sem perspectiva de retomada.
Em resposta a esse cenário crítico, o Congresso Nacional aprovou a Lei Aldir Blanc, sancionada em junho de 2020. Nomeada em homenagem ao compositor e escritor que faleceu vítima da COVID-19, a lei destinou R$ 3 bilhões em auxílio emergencial ao setor cultural brasileiro, com repasse da verba para estados e municípios aplicarem diretamente nas comunidades artísticas locais.
O que é o Notion e por que ele se tornou tão popular
Fundado em 2016 em São Francisco, o Notion começou como uma plataforma de anotações, mas evoluiu rapidamente para uma solução “tudo em um” para equipes que querem documentar e sistematizar seu conhecimento coletivo. A interface modular baseada em blocos permite que usuários criem páginas, bancos de dados, wikis, quadros kanban, tabelas interativas e muito mais — tudo dentro da mesma ferramenta.
Empresas de tecnologia, agências, freelancers e até escolas passaram a adotar o Notion como hub central de produtividade. A possibilidade de personalização total e a leveza visual da plataforma tornaram a experiência mais próxima de um editor visual do que de um sistema tradicional de gestão.
Como a pandemia acelerou a adoção de ferramentas como o Notion
Com a adoção em massa do home office, empresas se viram forçadas a repensar suas estruturas de comunicação e organização. E-mails longos e reuniões contínuas deixaram de ser viáveis em equipes distribuídas. Foi nesse vácuo que ferramentas como Notion, Coda, ClickUp e Airtable ganharam força: elas permitiram que o conhecimento fluísse sem depender de tempo real, promovendo uma nova cultura de trabalho assíncrona.
O Notion, em especial, teve um crescimento exponencial de usuários — dobrando sua base em apenas três meses. O aporte de US$ 50 milhões veio não apenas como validação de mercado, mas como um fôlego para continuar escalando infraestrutura, expandir a equipe e melhorar a experiência em dispositivos móveis, que ainda era um desafio à época.
Planos futuros e foco na comunidade global
Apesar de ainda ter uma estrutura enxuta — cerca de 40 funcionários em julho de 2020 —, o Notion anunciou planos de expansão internacional. O objetivo: tornar-se o padrão global de produtividade e documentação em equipes modernas.
Outro diferencial da empresa é o investimento em sua comunidade: centenas de templates, tutoriais, integrações e fóruns ajudaram a impulsionar o engajamento orgânico da plataforma, especialmente entre startups e criadores de conteúdo. No Brasil, o Notion teve forte adesão entre designers, desenvolvedores e times de produto.
Em 2020, o Notion chegou à marca de mais de 4 milhões de usuários ativos e figurou entre as 10 ferramentas de produtividade mais buscadas no Google Trends dos EUA e do Brasil durante o segundo trimestre do ano.
Dado Tech Negócios


