País figura entre os 20 principais ecossistemas de inovação do mundo, segundo levantamento internacional da StartupBlink
Publicado em 22 de julho de 2020 — por Caio Bezerra | Tech Negócios
Uma nova era para o ecossistema brasileiro de inovação
O Brasil deu um salto expressivo no cenário global de inovação ao subir 17 posições no ranking mundial de startups elaborado pela plataforma StartupBlink. O levantamento, divulgado em julho de 2020, colocou o país entre os 20 principais ecossistemas de startups do planeta, consolidando uma trajetória de crescimento acelerado mesmo em meio às incertezas econômicas da pandemia.
A nova posição é reflexo de uma combinação de fatores: aumento no número de startups ativas, maior volume de investimentos em early stage, surgimento de hubs regionais e crescimento de iniciativas públicas e privadas de apoio à inovação. No ranking de 2019, o Brasil ocupava a 37ª colocação; agora, figura entre os 20 primeiros — à frente de países como Irlanda, Itália e Noruega.
Metodologia e critérios do ranking
O ranking da StartupBlink avalia mais de 1.000 cidades e 100 países com base em três critérios principais:
- Quantidade de startups e hubs ativos em operação;
- Qualidade e grau de inovação das soluções e empresas listadas;
- Ambiente de negócios e infraestrutura local para suporte ao empreendedorismo tecnológico.
Além disso, a pesquisa cruza dados de plataformas como Crunchbase, Meetup, GitHub, AngelList, entre outras, além de informações de governos, universidades e aceleradoras. O crescimento do Brasil indica que o país não apenas aumentou sua densidade de startups, mas também melhorou a visibilidade e a qualidade dos projetos em destaque.
São Paulo, Florianópolis e Belo Horizonte entre os destaques
No ranking por cidades, São Paulo se manteve como o principal hub do país, figurando como a única cidade brasileira entre as 30 melhores do mundo. Mas o relatório também destaca o crescimento de ecossistemas regionais, como Florianópolis, Belo Horizonte, Recife e Curitiba, que vêm se consolidando como polos de inovação e atraindo tanto startups quanto investidores anjo e fundos locais.
Esse movimento reforça uma descentralização do ecossistema, reduzindo a dependência de um único eixo geográfico e abrindo espaço para a diversidade de soluções nas mais diversas regiões do país.
Ambiente mais maduro e presença internacional crescente
O avanço no ranking também reflete a maior maturidade do ecossistema nacional. O Brasil viu, em 2020, a consolidação de grandes nomes como Nubank, iFood, Gympass e Wildlife Studios, além da internacionalização de startups menores e o surgimento de fundos especializados em estágios iniciais.
Para os analistas da StartupBlink, o Brasil é um dos mercados mais promissores fora do eixo Estados Unidos-Europa, graças ao tamanho do mercado interno, digitalização acelerada e aumento do capital de risco disponível.
O Brasil é hoje o ecossistema mais relevante de inovação da América Latina, e um dos únicos países emergentes que subiram significativamente no ranking global durante a pandemia.
Dado Tech Negócios — StartupBlink Report 2020


